Os dispensadores de volumes são equipamentos essenciais em laboratórios de química, biologia, análises clínicas e farmacêuticas. A precisão e a exatidão na dispensação de volumes influenciam diretamente a reprodutibilidade e a confiabilidade dos resultados analíticos.
No entanto, mesmo os melhores equipamentos estão sujeitos a desgaste, contaminação ou desajustes com o tempo. Por isso, a calibração e manutenção periódicas são fundamentais para assegurar o desempenho esperado.
Por que calibrar dispensadores de volumes?
A calibração é o processo de comparar o volume dispensado pelo equipamento com um valor de referência conhecido (geralmente, água destilada sob condições controladas). O objetivo é verificar se há desvio significativo entre o volume real e o volume indicado pelo dispositivo.
Consequências de uma calibração inadequada:
- Resultados experimentais imprecisos ou irreproduzíveis;
- Desperdício de reagentes ou amostras;
- Risco à saúde, especialmente em laboratórios clínicos e farmacêuticos;
- Não conformidade com normas como ISO/IEC 17025, ISO 8655 ou Boas Práticas de Laboratório (BPL).
Frequência recomendada de calibração
A periodicidade da calibração depende de diversos fatores:
| Fator | Impacto na frequência |
| Frequência de uso | Quanto maior o uso, mais frequente deve ser a calibração |
| Tipo de líquido manipulado | Substâncias corrosivas ou viscosas aceleram o desgaste |
| Necessidade de conformidade regulatória | Certificações podem exigir calibrações mais rigorosas |
| Histórico de desvios | Equipamentos com registros de falhas devem ser calibrados com mais frequência |
Passo a passo básico para calibração
Obs: Para calibrações oficiais ou com rastreabilidade metrológica, recomenda-se seguir normas como a ISO 8655 e utilizar balanças analíticas devidamente calibradas.
1. Preparação do ambiente
- Temperatura entre 20 e 25 °C;
- Umidade controlada;
- Sem correntes de ar.
2. Equipamentos necessários
- Balança analítica calibrada (resolução mínima de 0,01 mg);
- Água destilada (densidade conhecida);
- Termômetro e higrômetro;
- Recipientes limpos e secos.
3. Procedimento básico
- Pese o volume dispensado de água (por exemplo, 100 µL);
- Converta a massa em volume usando a densidade da água à temperatura ambiente;
- Calcule o desvio e o coeficiente de variação (CV%).
Manutenção preventiva: o que observar
A manutenção deve ser realizada por profissionais qualificados, mas usuários também devem adotar cuidados rotineiros:
Limpeza periódica
- Desmonte o equipamento conforme o manual do fabricante;
- Lave as peças com detergente neutro e enxágue com água destilada;
- Esterilize, se necessário, por autoclave (verifique compatibilidade de materiais).
Inspeção visual
- Verifique rachaduras, entupimentos e desgaste de vedações ou êmbolos;
- Troque peças danificadas imediatamente.
Lubrificação
- Algumas peças móveis requerem lubrificação com graxa técnica específica;
- Evite lubrificantes que possam contaminar amostras.
Teste de estanqueidade
- Certifique-se de que não há vazamentos durante a aspiração e dispensação.
Normas técnicas relevantes
- ISO 8655 – Especifica requisitos para desempenho e calibração de dispensadores de volume (pipetas, buretas, dispensadores automáticos);
- ISO/IEC 17025 – Exigida para laboratórios que realizam calibração rastreável;
- Boas Práticas de Laboratório (BPL) – Requerem documentação rigorosa de calibração e manutenção de equipamentos.
Dicas finais
- Sempre registre as calibrações e manutenções em fichas ou softwares de controle;
- Sinalize os equipamentos fora de calibração com etiquetas visíveis;
- Adote um cronograma de manutenção preventiva e inspeções periódicas;
- Capacite a equipe para identificar sinais de falha ou necessidade de calibração.
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