As micropipetas são instrumentos fundamentais em laboratórios de biologia, química, análises clínicas, biotecnologia e áreas afins. Elas permitem o manuseio preciso de pequenos volumes de líquidos, garantindo reprodutibilidade experimental e segurança nas medições. Entretanto, existem diferentes tipos de micropipetas, cada uma projetada para finalidades específicas.
Vamos discutir as características, aplicações, vantagens e limitações de quatro categorias essenciais de micropipetas: monocanais, de volume fixo, de volume variável e multicanais.
1. Micropipeta Monocanal
A micropipeta monocanal é o tipo mais comum nos laboratórios. Ela possui uma única ponteira e permite a aspiração e dispensação de um volume por vez.
Características
- Uma única saída para ponteira.
- Pode ser de volume fixo ou variável.
- Alta precisão e controle no pipetamento.
Vantagens
- Ideal para experimentos em que cada amostra precisa ser manipulada individualmente.
- Opera com excelente precisão.
- Fácil de manusear e calibrar.
Desvantagens
- Processos repetitivos podem exigir muito tempo quando há várias amostras.
- Menos eficiente em tarefas de alto rendimento (ex.: preparo de placas de 96 poços).
Aplicações
- Preparação de soluções e reagentes.
- Transferência individual de alíquotas.
- Ensaios gerais em laboratório de biologia molecular, microbiologia e análises químicas.
2. Micropipeta de Volume Fixo
A micropipeta de volume fixo é configurada para aspirar somente um volume específico, sem possibilidade de ajuste.
Características
- O volume é determinado pelo fabricante (ex.: 10 µL, 100 µL).
- Não possui ajuste manual.
- Geralmente projetada para maior simplicidade e precisão máxima.
Vantagens
- Reduz erros de calibração, pois não depende de ajuste do operador.
- Ideal para protocolos altamente padronizados.
- Geralmente apresenta custo mais baixo que as variáveis.
Desvantagens
- Requer um modelo diferente para cada volume desejado.
- Ocupa mais espaço quando múltiplos volumes são necessários.
Aplicações
- Testes clínicos padronizados (ex.: dosagem de antígenos específicos).
- Laboratórios com grande demanda de repetibilidade em volumes definidos.
- Controle de qualidade e análises rotineiras.
3. Micropipeta de Volume Variável
A micropipeta de volume variável é a mais versátil e amplamente usada em laboratórios. O operador seleciona um volume dentro de um intervalo específico (ex.: 20–200 µL).
Características
- Possui um seletor que ajusta o volume desejado.
- Disponível em faixas variadas
Vantagens
- Alta flexibilidade no mesmo instrumento.
- Substitui diversas micropipetas de volume fixo.
- Excelente para protocolos com volumes variados.
Desvantagens
- Pode haver maior risco de erros caso o volume não seja ajustado corretamente.
- Requer calibração mais frequente.
- Mecanismo mais complexo e sensível.
Aplicações
- PCR, preparo de mix enzimáticos.
- Quantificação e diluição de amostras.
- Manipulação rotineira de líquidos em biologia molecular.
4. Micropipeta Multicanal
A micropipeta multicanal possui várias saídas simultâneas, geralmente 8 ou 12, permitindo pipetar várias amostras ao mesmo tempo.
Características
- Projetada para placas de 96 poços.
- Disponível em versões de volume fixo ou variável.
- Pode ser monocanal (uma fileira linear) ou multiring (em alguns modelos avançados).
Vantagens
- Aumenta drasticamente a produtividade, ideal para alto rendimento.
- Reduz erros humanos por repetição.
- Garante uniformidade na transferência entre múltiplos poços.
Desvantagens
- Custo maior.
- Pode ser menos precisa em volumes muito baixos, dependendo do modelo.
- Requer atenção extra para garantir o encaixe simultâneo de todas as ponteiras.
Aplicações
- Preparo de placas para ensaios celulares.
- Pipetagem de séries de diluição em microplacas.
- Testes de triagem (high-throughput).
A escolha da micropipeta mais adequada depende da natureza das tarefas realizadas no laboratório:
- Micropipetas Monocanais são versáteis e ideais para manipulação individual de amostras.
- Micropipetas de Volume Fixo oferecem máxima precisão em protocolos padronizados.
- Micropipetas de Volume Variável são as mais práticas para rotinas variadas.
- Micropipetas Multicanais otimizam o trabalho em alta escala, especialmente em placas de 96 poços.
Cada tipo desempenha um papel essencial na qualidade e eficiência do trabalho experimental. Um laboratório bem equipado deve considerar a combinação desses instrumentos para atender às diferentes demandas analíticas.
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